sexta-feira, 5 de abril de 2013

Exôdo a Fuga do Egito


 
Depois de saber da profecia que previa o nascimento de um libertador entre os escravos hebreus, o faraó Ramsés I, do Egito, manda matar todas as crianças do sexo masculino, recém-nascidas de mãe judia. Uma mulher chamada Yochabel, no entanto, consegue salvar o seu filho, colocando-o em uma cesta nas águas do rio Nilo
O menino é encontrado por Bithiah, a filha do faraó, sendo criado como um príncipe. Moisés um dia descobre sua verdadeira origem e passa a se dedicar na libertação do povo de Israel da escravidão, para conduzi-lo à Terra Prometida.

Por volta de 1250 a C. Moisés foge do Egito comandando o povo hebreu. Essa fuga é conhecida na Bíblia como "êxodo".

Depois da travessia do mar Vermelho, os israelitas vagaram durante 40 anos no deserto e Moisés morreu antes de chegarem à Terra Prometida (Palestina). Deus revelou-se a Moisés no alto do monte Sinai, entregando-lhe as Tábuas da Lei (os 10 mandamentos gravados em duas tábuas de pedra).


MARAVILHAS DO MAR VERMELHO

“Abençoado por Deus e bonito por natureza”.

Esse refrão de uma música brasileira cabe nesta crônica que começo a desenvolver, lembrando a passagem de uma viagem que eu e minha esposa fizemos ao Egito, quando avistamos o referido mar.

Durante o caminho, da cidade do Cairo até Israel, percorremos 600 quilômetros em uma estrada asfaltada no meio do deserto. O guia que nos acompanhava passava inúmeras informações dos costumes de seu povo e ficamos aterrorizados com algumas colocações que, se aplicadas por aqui, teríamos calafrios na espinha.

Lá pelas alturas de não sei quando, um dos condutores da van parou em um determinado momento e disse com todas as letras: “Estamos em frente ao Mar Vermelho”, que alegria! Pois já era esperado, fazia algum tempo!

Paramos em frente, tiramos inúmeras fotos e também as sandálias para sentir a sensação da água; a minha ficou presa no asfalto e descolou o solado, tamanho era o calor, cerca de 40 graus.

No interior da van havia ar condicionado e muita água gelada que amenizaram a situação. Não se podia nem abrir a janela, que era uma gritaria louca entre nós, os nove brasileiros que faziam a travessia.

O Mar Vermelho é um personagem frequente das historias bíblicas. Teriam sido suas águas que Moisés dividiu magicamente, por exemplo, para permitir a passagem dos hebreus a caminho da Terra Santa.

Hoje, porém, o Mar Vermelho é considerado um santuário mais por sua riqueza ecológica: ali está um dos maiores reservatórios de biodiversidade marinha do planeta.

Ao contrário do que se diz seu nome, Mar Vermelho é, na verdade, azul-esverdeado. Ele foi batizado de Vermelho devido à presença em suas águas de uma alga específica, que, quando floresce, torna-o marrom-avermelhado.

É um mar fino e longo, localizado entre a África e a Península Arábica. Ele banha sete países: Egito, Israel, Jordânia, Arábia Saudita, Iêmen, Eritréia e Sudão. São mais de 440 mil quilômetros quadrados de superfície e 2,3 mil quilômetros de comprimento.

Por ser isolado, não há grandes cidades na região. Suas margens são desérticas e praticamente desabitadas e, por sua alta salinidade, o Mar Vermelho tem recifes de corais extremamente ricos em biodiversidade e em excelente estado de conservação.

Mesmo com fatores que colaboram para a preservação dos corais, a região não está imune aos desastres ecológicos. Os terremotos são ameaças constantes, apesar de ocorrerem a distâncias de 200 quilômetros, já que os corais são estruturas extremamente sensíveis.

Há 25 milhões de anos, placas tectônicas começaram a se mover em direções opostas e formaram a Mar Vermelho. Elas continuam se movimentando e vão lentamente transformá-lo em um novo oceano e, talvez uma nova situação, poderá custar ausência de seus belíssimos corais.   

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